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Haverá um regresso?

Em 2021 teremos um regresso à normalidade? Sinceramente, não creio. No início de 2020 estavam reunidas todas as condições para termos um ano fantástico: uma economia a respirar saúde, o turismo a “rebentar” pelas costuras, mais exportações, défice público equilibrado, níveis de desemprego controlados e o tecido empresarial a prosperar. Ia ser “aquele ano”, mas o vírus veio refrear os ânimos e necessitaremos, inevitavelmente, três ou quatro anos de trabalho árduo para recuperar os níveis de prosperidade pré-Covid. Depois de um excedente orçamental em 2019, os gastos relacionados com o vírus provocaram o crescimento do défice e os gastos serão limitados nos próximos anos. O golpe económico do confinamento interno e da proibição de viagens internacionais foi substancial, pelo que a recuperação será necessariamente lenta.

O Estado é o sistema central basilar para o funcionamento da economia e da sociedade, ou seja, do país. E se o Estado está obstinado, e bem, na sua hercúlea missão de combater a Covid-19, na gestão da saúde pública, então não tem capacidade de se focar noutras temas de interesse nacional. O Banco de Portugal (BdP) estimou que a recuperação da actividade tivesse sido interrompida no quarto trimestre, com uma queda do PIB de 1,8% face aos três meses anteriores, devido ao agravamento da pandemia e das medidas associadas de reforço do distanciamento social. Um sprint final negativo e que afecta o fôlego da recuperação em 2021 e que não compensa a tendência positiva observada no Verão de 2020.

O BdP acredita que a economia portuguesa vai crescer 3,9% em 2021 (e não 5,2%, como previa em Junho/2020 ou os 5,4% que o Governo continua a estimar para este novo ano), e projecta uma queda de 8,1% em 2020. O Boletim Económico de Dezembro, que avança com projecções para a evolução da economia portuguesa até 2023, mostra que o crescimento de 2021 deverá ser potenciado por vários factores: no consumo privado (+3,9%), consumo público (+4,9%), investimento (+4,4%) e exportações (+9,2%), cuja subida deverá ser superior à das importações (+8,8%). O regulador considera que a recuperação será mais visível a partir do segundo trimestre. Para 2022, estima-se um crescimento de 4,5% e para 2023 de 2,4%. Ora, somadas as percentagens destes próximos três anos, e se consideramos o efeito da inflação e do “valor actualizado do dinheiro”, rapidamente depreendemos que será necessário pelo menos estes três anos para compensar a quebra da actividade económica e social observada em 2020. Em simultâneo, permanecem várias incógnitas como o efeito real das novas vacinas para combater a Covid-19 (serão efectivas, incluindo o combate às novas estirpes do coronavírus?) ou que consequências terá o fim das moratórias a particulares e empresas no último trimestre de 2021.

O BdP estima ainda que a taxa de desemprego deverá ficar nos 7,2% em 2020, porque “há uma contenção muito significativa do emprego nas empresas”, segundo o ex-ministro das Finanças Mário Centeno. E, ao contrário do que seria expectável, dada a melhoria do cenário macro-económico, a taxa de desemprego deverá subir para 8,8% em 2021! A partir de 2022, o Banco de Portugal espera uma melhoria progressiva no desemprego, com uma taxa de 8,1% em 2022 e 7,4% em 2023. Recordo que em 2019 a taxa de desemprego situou-se nos 6,5%…

Apesar de maior contenção no consumo privado, de realçar que o rendimento disponível das famílias não caiu em 2020, embora o BdP reconheça que há franjas da população com quebras significativas no rendimento disponível e que cresça moderamente em 2021 e volte a estagnar em 2022. Face a este cenário, impõe-se necessariamente que o Governo seja mais “generoso” na tributação fiscal em sede de IRS, e também de IRC, ou seja, para as famílias e empresas, respectivamente.

Esta pandemia, como todos os cenários de disrupção, cria em simultâneo uma oportunidade de mudança do panorama competitivo, quer para nações, quer para empresas, dependendo do rumo seguido ser capaz de operar uma verdadeira transformação no tecido económico e social. Estimo que o sector veterinário continue a crescer em 2021, no entanto teremos que estar atentos a várias incógnitas e factores exógenos que neste momento não são, de todo, controláveis.

Face ao exposto, considero que teremos efectivamente um regresso à normalidade… mas dentro desta nova anormalidade.



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