Já conhece o software de gestão para veterinária que está a revolucionar o mercado?

Acessível 24h por dia, 365 dias por ano, em qualquer parte do mundo

Não requer valor inicial de investimento (aquisição de software e servidor)

Acessível através de qualquer computador ou dispositivos móveis, como smartphones e tablets

As actualizações do software são gratuitas e automáticas

Vários utilizadores em simultâneo e em qualquer parte do mundo

Não necessita de realizar backups periódicos dos dados

Acessível através de qualquer computador ou dispositivos móveis, como smartphones e tablets

Segurança total e encriptação dos dados com o certificado SSL

Competitividade comercial no sector veterinário

por Dilen Ratanji, Diretor-Geral da VetBizz Consulting, em Veterinária Atual.

Não importando se nos estamos a referir à saúde humana ou animal, a verdade é que a actividade médica é considerada uma actividade nobre e que se rege por padrões éticos e deontológicos específicos e de enorme importância e impacto na nossa sociedade. Por conseguinte, é compreensível que sejam impostas restrições ao nível do uso dos descontos comerciais, assim como da publicidade. O sector veterinário tem vindo a crescer nos últimos anos, com um aumento significativo de centros de atendimento médico-veterinários (CAMV), com uma oferta cada vez mais alargada de profissionais ligados ao sector e ainda com a crescente profissionalização dos serviços associados e complementares. Uma realidade indesmentível é que o mercado veterinário está cada vez mais concorrencial, fragmentado e saturado. Em pressupostos meramente teóricos, arrisco-me a dizer que já não temos espaço para ter mais CAMV, não só pela fragilidade do actual contexto sócio-económico, como pelo rácio entre CAMV e animais de estimação existentes em Portugal. Estima-se que o nosso país tenha cerca de 2 milhões de cães e gatos para um total de aproximadamente 1.100 CAMV, o que se traduz numa média aproximada de 1.800 cães e gatos por CAMV. Obviamente estamos a falar de um valor potencial absoluto, pois temos uma fatia significativa de animais que não vão ao veterinário ou então fazem-no ocasionalmente. E também sem considerar a taxa de actividade* , que em Portugal situa-se entre os 35% e 45%. Comparativamente a Espanha, o nosso rácio até nem está mal, uma vez que no país de “nuestros hermanos” temos uma média aproximada de 1.600 cães e gatos por CAMV. No Reino Unido, os 16 milhões de cães e gatos distribuidos por cerca de 3.700 CAMV traduzem uma média de 4.325 de cães e gatos por CAMV, ou seja, um potencial superior em 2,4 vezes em relação ao nosso país. Do outro lado do Atlântico, nos E.U.A., a realidade é galáctica: 130 milhões de cães e gatos para cerca de 30.000 CAMV, ou seja, uma média de aproximadamente 4.350 animais de companhia por CAMV. Pois é, é tudo uma questão de escala e dimensão, e é neste contexto que Portugal se torna pequenino. Não só porque temos a troika, porque temos vindo a perder poder de compra, porque não temos acesso ao crédito bancário, porque temos uma economia debilitada ou porque simplesmente não temos uma força política que nos faça mover para a frente, mas também porque somos pequeninos. E essa diferença faz toda a diferença, num mundo cada mais competitivo, global e, porque não, algo irracional. Por conseguinte, enquanto gestor e marketeer, sou apologista de que os CAMV devem dispor de meios que os permitam diferenciar-se distintivamente no mercado. Pode ser por via da qualidade de serviço prestado, por uma determinada especialidade médico-veterinária, pela localização, pela sua comunicação estratégica, pelas instalações, pelo corpo médico, ou simplesmente pelos preços. No marketing-mix tradicional, a variável preço foi sempre a mais sensível e delicada, e em épocas de crise económica e social esta variável torna-se ainda mais relevante, relegando para segundo plano as outras variáveis (produto, promoção e distribuição). E é neste âmbito que temos vindo a assistir à proliferação do conceito low cost no sector veterinário, com a aplicação de preços extremamente competitivos em serviços médicos e não médicos e que obviamente condicionam a estratégia da concorrência. Outros factores que têm vindo a potenciar o negócio dos CAMV passam por parcerias estratégicas com entidades que referenciam clientes e casos clínicos, ou na forte aposta no marketing online (website, redes sociais, google adwords, e-mailings, entre outros) e offline (jornais locais, outdoors, panfletos, revistas da especialidade, programas de fidelização, etc.). Ao nível dos produtos, uma ameaça dos CAMV cada vez mais crescente reside na existência de plataformas digitais de distribuição de produtos alimentares e de pet shop que praticam preços absolutamente predatórios e que naturalmente seduzem os clientes a adquiri-los muito comodamente através da internet e com a garantia de portes grátis com encomendas a partir de um determinado valor. Estamos num mercado livre, competitivo e altamente concorrencial e esta tendência veio para ficar, daí que seja fundamental que os CAMV não ancorem em demasia o seu negócio tendo por base os produtos alimentares, apostando cada vez mais na diferenciação e mais-valia dos seus serviços médico-veterinários. É evidente que a prescrição de dietas e fisiológicas nos consultórios e na recepção deverá ser mantida ou até reforçada, no entanto os canais digitais, pelo facto de terem uma estrutura de custos fixos muito mais baixa, condicionarão seguramente o negócio e a venda de produtos alimentares em muitos CAMV. Nas pet shops também começamos a assistir a uma maior agressividade comercial ao nível dos preços dos produtos alimentares, pois grande parte do seu negócio está suportado por esta classe de produtos. É a lei da oferta e da procura a ditar as regras do jogo.
Face ao exposto, parece-me evidente que a crescente competitividade no sector veterinário fará com que haja maior aposta no marketing, maior profissionalização na gestão e nos serviços e maior qualificação dos recursos humanos. Os melhores permanecerão no mercado, no entanto os mais fracos terão dificuldades de sobrevivência. Já não se aplica a velhinha expressão popular de que “há espaço para todos”. Infelizmente.

*Animais que foram ao veterinário pelo menos uma vez nos últimos 12 meses.

(O autor escreve de acordo com a antiga ortografia)



Ao navegar no nosso site estará a consentir a utilização de cookies para obter uma melhor experiência de utilização. + info

Para saber mais informações sobre a política de cookies deste website clique no seguinte link. https://vetbizz.pt/politica-de-privacidade/

Para aceitar, basta clicar no botão no canto inferior direito do seu ecrã.

Obrigado!

Fechar