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Maldito Covid! E agora?

Essa é a one million dollar question. Que golpe! Nunca houve uma crise assim e por isso é muito difícil saber como e quando vai acabar. Cientistas britânicos que trabalham com modelos epidemiológicos afirmam que esta pandemia tinha o potencial de ser tão devastadora como a gripe espanhola, que matou cerca de 50 milhões de pessoas após a I Grande Guerra. Assustador. À data de hoje, em que escrevo a presente crónica (dia 20 de Março), temos 245.484 infectados, 10.031 mortes e 86.035 recuperados à escala mundial. Em Portugal, mais de 1.000 infectados e 6 mortes confirmadas. À data em que o leitor estiver com esta crónica na mão, seguramente os números serão ainda mais devastadores. Mas até quando? Analisemos os factos até o momento e tracemos, na medida do possível, alguns possíveis cenários para o futuro.

As medidas extraordinárias que estão a ser tomadas em todas as nações terão implicações muito sérias sobre a economia mundial. As estratégias que se estão a delinear podem levar a uma queda do PIB numa dimensão próxima da crise financeira de 2009 ou mesmo superior, dependendo da evolução epidemiológica e das medidas de política económica. A situação que estamos a viver é simultaneamente inédita e dramática: lojas fechadas ou desertas, escolas encerradas, trabalhadores em casa. Como é que um restaurante que não tem receitas pode pagar aos seus empregados que estão em casa? Que teletrabalho se pode exigir a esta classe de trabalhadores? E esta análise é perfeitamente replicável noutros sectores da actividade, como a indústria, comércio ou outros serviços. Os Centros Veterinários podem continuar a laborar, ainda que em forte contingência, no entanto a gradual fragilidade económica do país terá inevitavelmente consequências nefastas para todo o tecido empresarial português. A análise dos factos é tão simples quanto temerosa: a quarentena declarada fecha escolas, serviços e fábricas, pelo que os trabalhadores têm de permanecer em casa, há uma forte redução das horas trabalhadas, com a consequente queda da produção. Se a produção baixa, temos um impacto directo na elasticidade do preço da procura, com os preços dos bens a aumentar. Ora, isto aliado a um (crescente) menor poder de compra dos consumidores, é sinal de… crise económica! Com a queda da procura são adiados os investimentos, adicionando ao efeito da queda do consumo. Ambos efeitos são amplificados pelo factor medo e pelo ambiente de incerteza. Os efeitos internacionais também são fundamentais: como a procura nos países em lockdown cai forçosamente, caem também as exportações de bens, assim como se observa uma queda da procura interna. E, devido às cadeias de produção internacionais, começa a haver rupturas no processo produtivo, com consequências sobre a importação e produção internas. O turismo cai também a pique, com efeitos sobre os transportes e serviços, com dimensão proporcional à sua contribuição para o PIB. Se considerarmos que o turismo representa cerca de 14,5% do PIB nacional, facilmente concluímos que o cenário não tem nada de positivo. Continuemos com o diagnóstico: a redução das horas trabalhadas e os custos de interrupção nas cadeias de produção levam ao aumento dos custos de produção das empresas e pelo seu efeito conjugado fazem aumentar as falências (de empresas e particulares) e o desemprego. Segundo estudos publicados nos últimos dias, o horizonte de recuperação varia entre os 9 e os 15 meses. Christine Lagarde, Presidente do Banco Central Europeu, disse que com uma grande parte da actividade económica parada, o resultado será a economia da zona euro “contrair-se consideravelmente”. Inevitável.

Por cá, o Governo já lançou algumas medidas de apoio às empresas, sobre as quais não me debruçarei nesta crónica, pois, como disse a bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados, “o que é verdade hoje já não será amanhã”. A nossa única certeza neste momento é a incerteza. As empresas estão desesperadas. O sector empresarial está a viver “um drama”, “uma situação verdadeiramente excepcional, avassaladora, disruptiva, para a qual ninguém estava preparado” e quer que o Governo adopte “medidas de emergência” para evitar uma “hecatombe”. O Governo anunciou estímulos de 9.200 milhões para as empresas e famílias e o Pagamento Especial por Conta (PEC) foi adiado até 30 de Junho e os pagamentos do IVA, IRS, IRC e retenções na fonte podem ser pagos em prestações no caso de empresas com volume de negócios até 10 milhões de euros.

Sabemos o quanto o sector bancário regula a actividade económica do nosso país. Esta pandemia irá penalizar os bancos de várias formas, que naturalmente terão reflexo nas nossas vidas. Havendo uma quebra da actividade global, haverá naturalmente uma menor procura pelo crédito. A menor actividade, a quebra do PIB e a destruição de emprego afectarão a qualidade dos activos da banca, sobretudo devido ao aumento do crédito malparado, no crédito ao consumo e às empresas. Com o risco de crédito no mercado a aumentar, aumentarão também os spreads aplicados aos financiamentos.

Ainda que numa análise muito precária, um estudo económico aponta para uma quebra de 5,4% (!) do PIB em 2020. Recorde-se que a estimativa do Governo era de +1,9%. Se este cenário se confirmar, teremos a maior queda do PIB desde 1975…

Muito mais haveria por dizer, mas nada mais por agora. Esperança e fé. São as palavras de ordem. O povo português já demonstrou, ao longo da sua História, o porquê de ser considerado um dos mais resilientes e corajosos do Mundo. E não é desta que iremos falhar. Juntos, unidos e solidários, venceremos este maldito vírus!



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