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Factos aleatórios de 2021

A ideia é mesmo essa: falarmos um pouco dos factos da realidade veterinária em Portugal, sem nexos de causalidade ou lógicas de temas, cronologias e afins. Surge-me esta ideia após uma conversa agradável que tive com o Bruno Farinha, da Digitail/Petable, que me desafiou a falar sobre o estado de arte do setor veterinário no seu programa “Vet-À-Tête”, emitido como podcast no Spotify e outros canais.

O ano de 2021 voltou a ser confuso, volátil e indelével. Para o setor veterinário acabou por ser mais um ano auspicioso, que se traduzirá num crescimento entre 10% a 12% do volume de negócios global dos centros veterinários, ou seja, um valor que intervalará entre os 265 e 275 milhões de euros. Recordo que há 10 anos atrás a faturação global do mercado era de apenas um terço desse valor… Num mercado que se aproximará a curto prazo dos 1.500 centros veterinários distribuídos pelo país, a média de faturação por centro ascendeu aos 163k em 2020, ou seja, 9k acima da média do ano anterior. Também de realçar que cerca de 30% dos centros veterinários nasceu nos últimos 5 anos, o que não deixa de ser impressionante. E se há menos de uma década havia uma dissolução de empresa do ramo veterinário por cada dez que nasciam, hoje em dia há uma dissolução por cada quarenta “nascimentos”! Uma das tendências é claramente a proliferação dos veterinários ao domicílio, sendo que muitos deles evoluem posteriormente para a abertura de centros veterinários. Autonomia, independência, flexibilidade de horários, maior rentabilidade e (aparente) melhor qualidade de vida são os fatores que favorecem a decisão dos veterinários ao domicílio em empreender o seu próprio negócio. É neste contexto que surge outro hot topic do momento (e muitos outros momentos anteriores): a escassez dos médicos veterinários. Por onde andam os vets deste país? Por aí… uns trabalhando em clínica, outros em outras empresas do ramo veterinário e ainda outros que simplesmente desistiram da veterinária e abraçaram desafios profissionais noutros setores de atividade. E há ainda os descrentes da realidade veterinária portuguesa, que optaram por emigrar para países que oferecem condições remuneratórias muito mais favoráveis e apelativas. É verdade que hoje temos uma proposta de valor muito mais competitiva no setor, em comparação com anos anteriores, com mais serviços, produtos, tecnologias e conhecimento, mas o apelo económico de outros países europeus (e alguns fora da Europa) seduz os nossos talentos, que acabam por ter uma carreira, por alguns (ou muitos) anos, no estrangeiro. A nossa competência tem levado à especialização nas mais variadas dimensões técnicas, que se materializa na abertura de centros de imagiologia, cirurgia ou fisioterapia.

Prova de que o setor está com enorme vitalidade é a entrada abrupta dos grupos investidores internacionais: desde as mais antigas como a OneVet (que se uniu à UnaVets), Portugal Vet ou Anicura, passando pelas mais recentes como a IVC Evidensia, VeterSalud ou Care Ventures. E virá ainda, pelo menos, mais um grupo internacional em 2022. Alguns destes grupos têm apresentado ofertas muito tentadoras aos centros veterinários e estão neste momento em curso dezenas de processos de negociação pelo país fora. Sim, dezenas. O que significa que o paradigma do mercado alterar-se-á substancialmente nos próximos dois ou três anos, e iremos assistir a muitas operações de concentração de empresas no ramo veterinário. Não só ao nível dos centros veterinários, mas também de outras empresas ligadas ao setor. Alguns destes grupos já operam no mercado veterinário há longos anos e aportam conhecimento, experiência e processos consolidados aos centros veterinários que integram as suas redes. Acima de tudo, estes grupos permitem aos centros verem-se livres de muitos processos de gestão (ex.: processamento salarial, marketing, compras, controlo de gestão, entre outros), permitindo aos diretores clínicos dedicar-se (quase) a tempo inteiro àquilo que mais gostam de fazer: exercer medicina veterinária.

Outra realidade cruel: o aumento de preços em… tudo! O Banco Central Europeu prevê uma taxa de inflação de 3,2% em 2022. Em contrapartida, a economia europeia deverá crescer mais devagar do que o esperado no próximo ano, por causa do reavivar da pandemia e dos constrangimentos nas cadeias de fornecimento. Mas qual o cenário previsto para Portugal? A economia portuguesa vai crescer 4,8% em 2021 e 5,8% em 2022, antecipa o Banco de Portugal no seu Boletim Económico. Mas esta mesma entidade garante que após 2022 a taxa de crescimento vai desacelerar e que não vê pressões inflacionistas em Portugal a formarem-se através do aumento dos salários, embora a subida do salário mínimo prevista traga alguma preocupação. E a inflação irá duplicar, alcançando os 1,8%, quando há uns meses atrás a proposta de Orçamento do Estado 2022 do Governo apontava para uns singelos 0,9%… Mas que implicações este contexto macroeconómico poderá ter nos centros veterinários? Com o aumento generalizado dos preços dos produtos, serviços e salários, os centros veterinários terão inevitavelmente que imputar marginalmente esse custo aos seus clientes, aumentando de forma generalizada (ou cirúrgica) o seu preçário, caso pretendam manter os atuais níveis de rentabilidade. Aproveitando esta conjuntura, não estamos em tempos de low cost, mas sim de dignificar e elevar a medicina veterinária ao lugar que merece, compensando a prestação dos seus serviços com preços mais adequados.

Não obstante, prevejo uma evolução muito favorável do setor, ainda que possamos questionar até que ponto o contexto macroeconómico possa condicionar esse crescimento, mas a verdade é que o nosso setor veterinário já demonstrou, de forma cabal, o quão resiliente pode ser. E a projeção do Grand View Research de crescimento do setor mundial a uma taxa média anual de 5,7% por ano, de 2021 a 2028, parece-me sensata. Se temos crescido a dois dígitos nos anos mais recentes, agora é altura de consolidar o mercado nos mais variados domínios. E o mercado não é elástico, a procura e o seu dimensionamento são determinados pelas necessidades que os tutores vão tendo ao longo dos tempos. Ou seja, apesar de um ligeiro abrandamento nos níveis de crescimento, continuaremos a evoluir favorável e sustentadamente. Porque o mercado ainda o permite.

A todos os leitores da Veterinária Atual os meus votos de um excelente ano de 2022, repleto de saúde (acima de tudo) e muitas alegrias!



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