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As tendências do sector veterinário para 2016

por Dilen Ratanji, Diretor-Geral da VetBizz Consulting, em Veterinária Atual.

O dia 22 de Janeiro é a data assumida na máquina estatal para o OE 2016 (Orçamento do Estado) dar entrada na Assembleia da República, mas não é de excluir uma (habitual) derrapagem de calendário. E qual o interesse disto para o sector veterinário? Todo e mais algum. Há já alguns anos que verifico que os momentos de maior instabilidade política estão claramente indexados aos momentos de menor desempenho dos CAMV. Este nexo de causalidade, originado por factores exógenos e sem qualquer tipo de controlo por parte do sector, devem ser previstos e analisados em cenários hipotéticos de planeamento e orçamentação, pois condicionam o comportamento do consumidor e, subsequentemente, do negócio dos CAMV. Assim sendo, dada a importância do OE 2016 com este novo Governo, seria importante que pudesse ser aprovado até o final de Fevereiro para entrar em vigor já em Março. Se entrar em vigor em Abril será certamente pior. E se o OE for aprovado depois de 9 de Março encerra um elemento simbólico: quem irá promulgar o OE já não será o actual Presidente da República, mas sim o próximo. O OE ser promulgado por um ou outro Presidente da República não deixa de ser (potencialmente) um facto politicamente relevante. Obviamente que tudo isto gera desconforto e incertezas no seio do tecido empresarial nacional, onde os CAMV são naturalmente parte integrante.

O 2015 foi um ano globalmente positivo a vários níveis para o sector veterinário, tendo-se inclusivamente alcançado o recorde ao nível do volume de negócios: a minha estimativa é na ordem dos 150 milhões de euros, para sensivelmente 1.250 CAMV, ou seja, uma média de 120k de facturação por CAMV.

O que poderemos esperar de 2016? Esta é a minha visão, de uma forma sucinta:

  • O aumento do nível concorrencial, aliado a um mercado cada vez mais exigente, obriga os CAMV e seus responsáveis a uma maior consciencialização para a área da gestão veterinária. Se antigamente ser Practice Manager era uma opção, hoje é claramente uma necessidade premente;
  • Pelos mesmos motivos mencionados no ponto anterior, nos últimos anos constata-se que há uma preocupação crescente com a qualidade de serviço prestado ao cliente e algumas das evidências são: modernização das instalações (cada vez mais acolhedoras, aprazíveis e cómodas para os clientes e pacientes), maior foco no cliente (comunicação multicanal, marketing digital, campanhas, inquéritos à satisfação, eventos internos e externos, “prendas”, entre outros) e aposta na comunicação e imagem (processos de rebranding, merchandising, fardas, estacionário e material promocional);
  • A formação clínica e não clínica (cada vez mais recorrente, nomeadamente nas áreas da gestão e comportamental, tais como trabalho em equipa, atendimento comercial ou comunicação interna) deverá continuar a ser uma aposta dos CAMV;
  • A proliferação de CAMV a nível nacional deverá continuar este ano, embora a um ritmo mais lento. O programa Portugal 2020 é extremamente restritivo para o sector veterinário, mas CAMV de determinadas regiões geográficas têm a possibilidade de se candidatar e obter um incentivo (adicional) para apostar no investimento em infraestruturas ou determinadas áreas de negócio. Obviamente que as estruturas “low cost”, não sendo sustentáveis em grande quantidade nos diversos mercados locais, continuarão a ser uma “pedra no sapato” para os restantes CAMV;
  • Seja por via de abertura de novas unidades, upgrade ou por via de expansão de estruturas existentes, estimo que continuem a ser inaugurados cada vez mais hospitais veterinários, espaçosos, amplamente equipados, com serviços clínicos e de bem-estar (grooming, hotel e treino) cada vez mais qualificados e com uma aposta crescente na especialização dos recursos humanos para as suas áreas de interesse (especialidades);
  • A política de responsabilidade social continuará a ganhar pontos no nível de percepção dos consumidores. É verdade que na realidade estaremos, na maioria das situações, a falar de Marketing Social, contudo é inegável que as acções desenvolvidas pelos CAMV transportam e geram valor para as entidades com fins sociais (não lucrativos) que se encontram envolvidas. As acções de responsabilidade social podem capitalizar bastante a notoriedade de um CAMV, bem como potenciar o aumento do negócio, ainda que numa primeira fase os níveis de rentabilidade sejam tendencialmente baixos;
  • O marketing digital já não é um tabu para os CAMV. Conceitos como redes sociais, anúncios pagos, google analytics, SMS-marketing ou e-newsletter já fazem parte do dicionário da maioria dos CAMV. A constante melhoria e inovação nos instrumentos de suporte do marketing digital faz-me crer que em 2016 haverá uma aposta nos canais digitais muito superior à que foi realizada em anos anteriores. Segundo especialistas, o video marketing é seguramente o canal de promoção que maiores níveis de crescimento registará nos próximos anos. Por outro lado, acredito que os anúncios pagos, seja por via do google adwords ou do facebook, terão um crescimento exponencial no sector veterinário;
  • Se verificarmos o Observatório do Mercado disponível no website da OMV, verificamos que o ritmo de captação de novos clientes tem vindo a baixar ao longo dos últomos anos. Qual a estratégia a seguir em 2016? Manter um nível equilibrado na captação de novos clientes, mas acima de tudo apostar em estratégias de fidelização, retenção e reactivação dos clientes inactivos. Com o aumento do poder de compra dos portugueses, há que potenciar o aumento da transacção média por cliente, assim como a frequência média de visitas, mediante o desenvolvimento de estratégias relacionais;
  • Nos nossos programas de consultoria temos uma preocupação constante de racionalizar os custos dos CAMV, assim como aumentar a eficiência fiscal. Nos últimos meses muitos CAMV têm-nos contactado exactamente nesse sentido (há maior preocupação dos CAMV na temática dos custos, em detrimento do aumento das vendas), gerando um processo que costumo denominar internamente de “saneamento básico” dos CAMV. Esta é uma clara tendência para 2016;
  • A dinâmica do mercado irá certamente manter-se, com o lançamento de novas soluções medicamentosas, novos produtos na área alimentar, novas empresas ligadas ao sector que prestem serviços diferenciados, assim como a contínua sofisticação das novas tecnologias ao nível dos equipamentos e outros softwares, que certamente permitirão gerar aumentos de eficiência e produtividade junto dos CAMV;
  • Há sensivelmente um ano atrás já tinha feito uma antevisão em relação ao lançamento da prescrição electrónica dos medicamentos (de forma obrigatória nos CAMV). Com o recente anúncio do lançamento do MedVet por parte da DGAV já se deu o primeiro passo, no entanto julgo que 2016 será um ano decisivo para a sua implementação;
  • Apesar da franca melhoria do contexto sócio-económico, receio que o factor de emigração de médicos veterinários manter-se-á em 2016, embora eventualmente num ritmo mais moderado. Continua a não ser possível acompanharmos o pacote salarial oferecido em muitos dos países europeus e o excesso da procura face a oferta é um factor inibitório para podermos reter os nossos médicos veterinários em território nacional;
  • Transcrevo o que escrevi numa crónica há cerca de um ano atrás: “os seguros de saúde animal teimam em não conseguir afirmar-se no mercado nacional. Se por um lado as companhias de seguros deveriam reforçar a sua comunicação estratégica junto dos prescritores (CAMV) e dos decisores (donos dos animais), por outro lado creio que na base deste insucesso está meramente uma questão cultural”. Este ano, não altero uma vírgula.

Feliz ano de 2016 e votos de sucesso nos negócios!

(O autor escreve de acordo com a antiga ortografia)



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