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A dinâmica do sector veterinário

por Dilen Ratanji, Diretor-Geral da VetBizz Consulting, em Veterinária Atual.

O sector veterinário não pára de surpreender. Todos os dias temos oportunidade de ver novidades, seja ao nível de produtos veterinários, equipamentos, consumíveis, formações, cursos, tecnologias, ou, simplesmente, assistir à abertura de um novo CAMV. Nesta indústria, deparamo-nos com inúmeros desafios. Uns mais fáceis de aceitar e cumprir e outros nem tanto.

Vi recentemente um estudo interessante, publicado numa edição da Veterinária Actual, que o rácio de animais de estimação por médico veterinário tem vindo a diminuir nos últimos anos, isto é, comparativamente com outros países europeus, Portugal é dos que tem mais médicos veterinários por cada 10.000 animais (cães e gatos), e estima-se que dentro de 20 anos sejamos os líderes neste ranking. Para além destes números (aparentemente) dramáticos, de realçar que o número de membros inscritos na OMV quintuplicou nos últimos 20 anos e continuamos a ser dos países da Europa com maior número de universidades, em termos absolutos, que ministram o curso de medicina veterinária. Analisemos agora os números numa vertente mais optimista, porque honestamente é a perspectiva de análise que mais me apraz: o mercado da veterinária (CAMV) tem vindo a subir nos últimos anos, tendo alcançado aproximadamente 112 milhões de euros de volume de negócios (excluindo associações e cooperativas) em 2013 (traduz um crescimento de 7,7% face ao ano anterior) e estima-se que em Portugal existam aproximadamente 1.250 CAMV, para cerca de 1.030 empresas. Para além disso, todos os anos “nascem” entre 30 a 40 novos CAMV, sendo que as insolvências são residuais. Costumo dizer, em jeito de brincadeira, que os CAMV nascem como “cogumelos”. Mas então temos mercado para tantos CAMV, tantas universidades, tantos médicos veterinários e cada vez mais enfermeiros veterinários? Teoricamente não. Mas o aumento do volume de negócios ao longo dos últimos anos no sector veterinário tem alguns factores explicativos: a sofisticação dos meios tecnológicos, a importância e influência crescentes da gestão veterinária no seio dos CAMV, a massificação dos canais digitais, a aposta contínua em acções de marketing e comunicação, a maior profissionalização do sector nos mais variados domínios, o aumento da proposta de valor ao nível de produtos e serviços e a maior consciencialização da população para a importância do bem-estar dos animais de estimação. Tudo isto reflecte algo fundamental: a alteração de critérios psicográficos na sociedade (mudança de estilos de vida) e alterações comportamentais da população nos seus hábitos de consumo. Sim, porque se é verdade que as necessidades dos consumidores já existem no mercado, não é menos verdade que os players do sector têm a capacidade de gerar necessidades “novas”. Esse é o poder do marketing, válido para qualquer sector, não sendo a veterinária uma excepção.

É verdade que o contexto macroeconómico não é o mais favorável e que o poder de compra dos consumidores tem sofrido quebras nos últimos anos, mas também é verdade que se assiste a uma contínua revitalização do sector veterinário, com novas tendências em termos tecnológicos e de proposta de valor dos vários players do mercado, e com a abertura de novos CAMV, cada vez mais bem equipados, “vistosos” e com pessoal qualificado. Esta é a paixão deste sector. Porém, qual o desafio constante dos CAMV? Satisfazer mais e cada vez melhor as necessidades dos seus clientes. O “cada vez melhor” é a expressão chave.

Num mercado cada vez mais saturado e fragmentado, é natural que no futuro só haja espaço para os melhores. A aposta na gestão veterinária já não é facultativa, mas sim uma obrigatoriedade. Admito que nos próximos anos iremos assistir a várias operações de fusão e aquisição de empresas no sector, sendo certo que uma gestão empresarial danosa e desequilibrada frustrará as expectativas e ambição de inúmeros CAMV. E cá vai uma dica (que me parece ser) interessante: um CAMV low cost nunca será uma boa primeira opção… se desejar ser empreendedor, tenha muitos cuidados com a estratégia de preços de penetração (baixos) com a abertura do seu primeiro CAMV. Regra de ouro: saber estimar os proveitos e custos para os primeiros 2 anos de actividade operacional.

Entre muitas outras “modas”, assistimos em 2014 a uma muito interessante: a enorme vontade das clínicas passarem a ser hospitais. Conhecemos clínicas veterinárias com 7 ou 8 colaboradores e que facturam 300 a 400 mil euros anuais e hospitais veterinários, com 6 ou 7 colaboradores, que supostamente não exercem de forma efectiva as 24h de actividade, que facturam 200 a 300 mil euros. Mas então o que diferencia uma clínica de um hospital? Depois do que temos verificado no mercado, confesso que tenho dificuldades em responder. Obviamente que há critérios legais e processuais que necessitam de ser cumpridos e que distingue uma clínica de um hospital, mas urge definir claramente os restantes critérios de diferenciação entre uma clínica e um hospital para evitar que no futuro tenhamos mais hospitais que clínicas e consultório veterinários. Até poderia fazer sentido… mas não em Portugal.

(O autor escreve de acordo com a antiga ortografia)



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