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2015: um ano (ainda) melhor?

por Dilen Ratanji, Diretor-Geral da VetBizz Consulting, em Veterinária Atual.

O título pode suscitar dúvidas para quem é da opinião que 2014 foi um ano mau (ou menos bom) para o sector veterinário. Os leitores que lêem assiduamente as minhas crónicas na Veterinária Actual certamente não se surpreenderão com este título, dado já conhecerem a minha visão optimista em relação às novas tendências na área veterinária.

Analisando o ano de 2014, de uma forma muito generalizada, tenho a seguinte perspectiva: um primeiro semestre menos positivo para os CAMV e um segundo semestre francamente positivo que permitiu a muitos CAMV, inclusive, superar até o final do ano os níveis de desempenho de 2013.

O que poderemos assistir em 2015, no sector veterinário? Esta é a minha visão:

  • A preocupação crescente na qualidade de serviço prestada aos clientes e pacientes, a maior aposta nos canais digitais e ainda no reforço contínuo da imagem e comunicação estratégica para o mercado já não são tendências, mas sim factos do nosso quotidiano. Iniciativas recentes da OMV, tais como o lançamento do Observatório do Mercado, o anúncio do MBA-Vet e da OMV TV (com área reservada onde se pode aceder a vídeos de cursos e workshops), são prova inequívoca de que o mercado está a pedir um novo paradigma na área da gestão veterinária. Nesta linha de raciocínio, podemos também destacar a realização da 1ª gala de entrega de prémios da Veterinária Actual ocorrida no evento Vetbizz, no Casino de Estoril, no dia 08 de Outubro de 2014, que veio enaltecer e dignificar o que de melhor se faz no meio veterinário;
  • A qualidade de serviço é um pilar fundamental para a sustentabilidade do negócio e acredito que em 2015 mais CAMV desenvolverão esforços no sentido de obter o certificado ISO9001 ou outros instrumentos de notoriedade da marca, como por exemplo o “cat friendly clinic”. Por outro lado, apoios provenientes do QREN (o novo programa “Portugal 2020” foi divulgado recentemente) poderá ser um incentivo (adicional) para apostar no investimento em infraestruturas ou determinadas áreas de negócio. Pena que apenas uma pequena proporção de CAMVs possam candidatar-se a este tipo de incentivos;
  • A política de responsabilidade social tem ganho nos anos mais recentes uma dimensão muito interessante no seio dos CAMVs. Enquanto gestor e consultor, permitam-me substituir “responsabilidade social” por “marketing social”, pois a lógica é simples: posso captar mais clientes e negócio apoiando causas sociais (por via do aumento da notoriedade da marca e fluxo de clientes). Todos ficam a ganhar;
  • A crise económica veio sensibilizar (ainda mais) os gestores veterinários para a importância de terem uma política contínua de racionalização de custos. Hoje em dia, esta preocupação é uma constante e não apenas uma acção pontual a ter em consideração;
  • O mercado veterinário é deveras dinâmico e para 2015 antevejo o lançamento de novas soluções terapêuticas para as várias patologias, assim como a contínua sofisticação das novas tecnologias ao nível dos equipamentos e outros softwares, que certamente permitirão gerar aumentos de eficiência e produtividade junto dos CAMVs;
  • Seria um passo muito favorável se a prescrição electrónica dos medicamentos passasse a ser obrigatória nos CAMV, tal como na saúde humana, de forma a regulamentar e disciplinar a prescrição de medicamentos;
  • A tendência para a medicina felina acabou por ser benéfica também para a medicina de exóticos. É um facto, pois ambas continuaram a crescer em 2014, seja por critérios emocionais seja por critérios meramente racionais (factor económico). O peso do negócio dos gatos no negócio global dos CAMV tem vindo a aumentar, ainda que moderadamente, ao longo dos anos mais recentes, conforme se pode comprovar através da ferramenta online Observatório do Mercado disponibilizada pela OMV no seu website.
  • Tal como previsto, em 2014 manteve-se a proliferação dos CAMV a nível nacional, não só através de novas unidades clínicas como também pela expansão de estruturas actualmente existentes. E para 2015 mantenho a mesma previsão, embora admita que haja algumas operações de concentração empresarial (por via da fusão, mas fundamentalmente da aquisição) entre CAMVs;
  • Obviamente que o aumento da intensidade concorrencial potenciará outra das estratégias de georeferenciação em voga (fundamentalmente) desde 2013: abertura de CAMVs com conceito “low cost”: estruturas com custos bastante controlados e que apostam fundamentalmente em preços reduzidos nos serviços de maior rotação, tais como as consultas, vacinas e antiparasitários, para além de alargarem a sua proposta de valor com a venda de rações e grooming e que encaminham casos clínicos mais complexos para a “casa mãe”;
  • Foi recentemente lançado pela Sonae um novo formato de retalho especializado em produtos e serviço para cães e gatos, tendo anunciado o alargamento para breve a serviços de grooming e veterinária. É um formato inédito no panorama nacional e a prova de que continua a ser possível reinventar-se num sector algo saturado e fragmentado. A localização, acessibilidade e estacionamento são factores que jogam a favor desde novo conceito. Gostaria de parafrasear o Sérgio Alves, director clínico do HVG: “a abertura de novos espaços faz (mais) sentido quando temos um mercado a crescer. Quando o mercado está estagnado, há alguém que vai ficar a perder. A disseminação de centros de atendimento médico-veterinários, com a consequente guerra de preços, só pode ser prejudicial para os respectivos intervenientes, e considerando que a maior fatia do mercado é composta por estruturas de pequena dimensão, vejo com alguma apreensão a chegada ao mercado de grupos com grande poder económico”;
  • Confirmou-se uma tendência de crescimento de serviços de bem-estar, designadamente dos serviços de tosquias e banhos. Há vários CAMV a promover estes serviços de forma continuada e, inclusive, a criar ou desenvolver excelentes condições físicas para a sua efectivação. Por norma estes serviços não geram retornos (directos) muito interessantes, mas são uma excelente alavanca para potenciar a venda cruzada de outros serviços, o que potencia a fidelização de clientes. Conceitos como petsitting, pet spa, dog walking ou pet day care já começam a ser idoneamente explorados por vários CAMVs a nível nacional e com muito sucesso;
  • Apesar da melhoria do contexto sócio-económico, receio que o factor de emigração de médicos veterinários manter-se-á em 2015. Não é possível acompanharmos o pacote salarial oferecido em muitos dos países europeus e o excesso da procura face a oferta é um factor inibitório para podermos reter os nossos médicos veterinários em território nacional e, muitos deles, verdadeiros talentos;
  • Em 2014 era previsível o aumento da importância de canais digitais para venda de produtos ligados à área veterinária, tais como as rações ou acessórios de petshop, e em 2015 manter-se-á esta tendência. Continuo a achar que Portugal está longe de ser um exemplo nas transacções de e-commerce, mas é claramente uma tendência com enorme potencial para os próximos anos;
  • Os seguros de saúde animal teimam em não conseguir afirmar-se no mercado nacional. Se por um lado as companhias de seguros deveriam reforçar a sua comunicação estratégica junto dos prescritores (CAMV) e dos decisores (donos dos animais), por outro lado creio que na base deste insucesso está meramente uma questão cultural.

Dentre estas previsões, e muitas outras que eventualmente poderiam surgir num exercício de reflexão mais profunda, de uma coisa podemos ter a certeza: a dinâmica do sector veterinário não pára! E é isso que nos move. A todos nós que lutamos diariamente para dignificar este sector, independentemente da função que ocupamos nas nossas organizações.

Feliz ano de 2015 e muitos sucessos!

(O autor escreve de acordo com a antiga ortografia)



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