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2014: perspectiva e prospectiva

por Dilen Ratanji, Diretor-Geral da VetBizz Consulting, em Veterinária Atual.

O ano de 2013 ficou definitivamente marcado pela enorme instabilidade política no país que se repercutiu negativamente no meio socio-económico. Entra Portas, sai Portas, entra Portas e “vira o disco e toca o mesmo”, ou seja, o rumo do país parece que mantém-se… sem rumo. Entre muitos outros factos políticos e económicos que não contribuíram favoravelmente para a evolução do nosso país, em termos de produção ou na credibilização para a imagem no exterior. Por outro lado, a inevitável troika ainda continua por cá, mas parece que já nos vamos acostumando com a sua habitual presença.

Não obstante, continua a evolução no sector veterinário. Bem numas coisas, mal noutras. No fundo, à imagem do país. Assim, saliento alguns factos que na minha opinião foram os mais relevantes em 2013:

  • Pelas dezenas de clientes que a VetBizz Consulting tem de norte a sul do país, identificámos um padrão: menor capacidade dos CAMV em renovar a sua base de dados com clientes novos e menor transacção média por visita. Para além do aumento do grau concorrencial entre CAMV, torna-se evidente que a situação económica do país afecta negativamente o poder de compra dos donos dos animais;
  • O facto de haver menor poder de compra, contribuiu inevitavelmente para a redução do volume de negócios proveniente da medicina preventiva, nomeadamente nas vacinas e antiparasitários (as farmácias são as grandes concorrentes dos CAMV);
  • Os clientes estão inegavelmente cada vez mais exigentes: exigem cada vez mais, mas querem pagar cada vez menos. E tem aumentado também a taxa de crédito vencido de clientes. Uma verdadeira “dor de cabeça” dos CAMV. No entanto, face à melhor qualidade de informação que obtêm, em diversos canais, os clientes estão cada vez mais sensíveis à qualidade de serviço prestada, um factor determinante para a diferenciação dos CAMV. Um facto que se observa principalmente entre os segmentos de clientes médio e alto. Constatámos que a taxa de actividade de clientes de CAMV com melhor qualidade de serviço não baixou face a períodos anteriores. Pelo contrário, em muitos casos até aumentou;
  • Apesar de ser uma tendência recente, no ano de 2013 verificámos particularmente que muitas clínicas veterinárias tinham uma enorme vontade de elevarem o seu estatuto a hospitais veterinários. Principais motivações? Potenciar a imagem no mercado como hospital de referência e atendimento 24h. Nem sempre aconselhámos a tal, pois essa alteração implica enormes mudanças em termos de organização interna e, inevitavelmente, aumento de custos;
  • Embora em menor escala face a anos anteriores, manteve-se um bom ritmo de implantação de novos CAMV, sendo muitos deles de grande dimensão, com pessoal qualificado e boas instalações e equipamentos. Haverá espaço para todos eles? Mais uma vez, os factores críticos de sucesso residem nos aspectos diferenciadores, tais como a qualidade global de serviço prestada;
  • A estratégia de georeferenciação de estruturas menores para hospitais de referência tem vindo a intensificar-se. Muitos CAMV optaram por abrir novos pólos, de menor dimensão e apenas com os serviços básicos, com o objectivo de alargar quota de mercado, notoriedade e, acima de tudo, de referenciar casos clínicos para a estrutura principal. Existem casos de sucesso, mas não é anormal verificar-se o contrário;
  • O contexto económico desfavorável aumentou inevitavelmente as restrições orçamentais da indústria farmacêutica e alimentar para acções de marketing e dinamização comercial nos CAMV. O apoio continua obviamente a fazer sentir-se, no entanto em menor amplitude do que anos anteriores.

Para o ano de 2014, continuo a acreditar na evolução do sector veterinário em vários domínios. A saber:

  • Apesar da aparente diminuição da medicina preventiva, é curioso constatar que áreas não clínicas como os banhos e as tosquias têm vindo a aumentar em termos de volume em muitas regiões do país. Há vários CAMV a promover estes serviços de forma continuada e, inclusive, a criar excelentes condições físicas para a sua efectivação, que têm gerado retornos interessantes;
  • Caminhamos indubitavelmente para a profissionalização do sector, em vários domínios. Vemos cada vez mais CAMV a contratarem colaboradores exclusivamente dedicados à gestão, uma maior aposta na formação especializada em áreas clínicas e não clínicas, uma preocupação crescente na qualidade de serviço prestada aos clientes e pacientes, maior aposta nos canais digitais e ainda no reforço contínuo da imagem e comunicação que se pretende passar ao mercado. Claramente, tendências que vieram para ficar;
  • A tendência para a medicina felina acabou por ser benéfica também para a medicina de exóticos. Acredito que ambas vão continuar a vingar em 2014, sendo que muitas vezes a opção do cliente em ter outras espécies, como por exemplo o coelho, tem por base critérios racionais relacionados com custos em serviços médicos;
  • Embora com menor intensidade, creio que a proliferação dos CAMV a nível nacional vai continuar, não só através de novas unidades clínicas como também pela expansão de estruturas actualmente existentes. Parece-me evidente que em mercados altamente saturados e concorrenciais, com baixa densidade populacional, os CAMV menos bem preparados a nível clínico e também da gestão, terão sérias dificuldades de sobrevivência. Contudo, em termos líquidos, prevejo um (novo) aumento de CAMV implantados no território nacional;
  • Precisamente pela intensidade concorrencial supracitada, outra das estratégias de georeferenciação passará pela abertura de CAMV com conceito “low cost”: estruturas com custos bastante controlados e que apostam fundamentalmente em preços reduzidos nos serviços de maior rotação, tais como as consultas, vacinas e antiparasitários, para além de alargarem a sua proposta de valor com a venda de rações;
  • Aliando esta situação a um aumento proporcionalmente mais elevado de médicos veterinários no mercado, deduz-se que estes venham a ter ainda menor poder junto dos CAMV para negociar o seu pacote salarial. Muitas vezes, e para os médicos veterinários com alguma capacidade financeira, é motivo suficiente para abrir o seu próprio negócio. Ou então simplesmente emigrar;
  • A competitividade no sector manter-se-á como tónico para que muitos médicos veterinários especializem-se numa determinada área de interesse, permitindo diferenciarem-se no mercado, ganhando vantagem competitiva em relação à sua concorrência mais directa;
  • A massificação de canais digitais para venda de produtos ligados à área veterinária, tais como as rações ou acessórios de petshop, manter-se-ão como ameaças para os CAMV (e incluindo petshops). Portugal está longe de ser um exemplo nas transacções de e-commerce, mas é claramente uma tendência com enorme potencial para os próximos anos;
  • Com a nossa experiência no sector, prevemos que a função de auxiliar seja gradualmente substituida pela dos enfermeiros veterinários, pela sua maior qualificação académica e custos de remuneração ligeiramente superiores (pela vasta oferta de profissionais nesta área). É um tema discutível, mas é um facto de temos vindo a comprovar nos últimos tempos;
  • Ao contrário de outros mercados europeus, o mercado dos seguros de saúde animal é ainda muito pouco maduro em Portugal. Contudo, é de crer que é um produto de elevado potencial para os próximos anos, desde que as companhias de seguros reforcem a sua comunicação estratégica junto dos prescritores (CAMV) e dos decisores (donos dos animais).

O que me apraz registar é que o sector veterinário está em constante mudança e renovação, havendo ainda espaço para quem deseje inovar. Mas é preciso ser-se criativo e inteligente. Desta forma, temos a garantia de que 2014 continuará a ser um ano de grandes novidades para todos nós que estamos ligados a este maravilhoso mundo da veterinária.

Feliz ano novo e bons negócios!

(O autor escreve de acordo com a antiga ortografia)



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