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Acordo Coletivo de Trabalho no Setor Veterinário

Mais de três anos após a aprovação em Espanha do “Convenio Colectivo Veterinario”, que regula as relações laborais entre empresas e trabalhadores no contexto dos vários players do setor veterinário (CAMV, centros sanitários, laboratórios, entre outros), é tempo de (voltar a) olhar seriamente para a nossa realidade. O setor caracteriza-se por uma crescente:

  • falta de recursos humanos, que se queixam de salários baixos e horas excessivas de trabalho;
  • disparidade salarial em função das regiões geográficas;
  • deserção dos profissionais dos CAMV, em particular de médicos veterinários, para outras áreas de negócio e, inclusive, para diferentes setores de atividade;
  • dificuldade dos gestores e diretores clínicos na gestão das motivações e expetativas dos seus recursos humanos;
  • dificuldade na gestão de problemas associados a fadiga e burnouts.

Para onde caminhamos? Eis a questão.

Em 2023 Portugal foi considerado o quarto país do mundo com maior escassez de talento. Segundo este estudo da ManpowerGroup, 62% dos empregadores portugueses sentem alguma dificuldade em encontrar os candidatos certos para as vagas que pretendem preencher e 22% sentem muita dificuldade. Ou seja, 84% vivem o drama da escassez de talento. Admito que nos CAMV a média possa ser superior à do estudo. Segundo o referido estudo, um misto de desencontro de competências e de fraca atratividade das empresas nacionais pode estar na origem do problema.

É inegável que a medicina veterinária é uma profissão desgastante e que todo trabalho e esforço envolvido no ofício de tratar, curar e cuidar de seres vivos gera responsabilidade e, muitas vezes, exaustão física e emocional. Lidar com morte, luto, frustrações internas e externas, pressão, entre outras questões que fazem parte da rotina médica, exige muito destes profissionais. Mas essa é uma inevitabilidade da profissão e que os médicos veterinários, e outros profissionais do setor, têm de estar conscientes, sabendo-se que a resiliência é a habilidade de se manter forte em condições controversas, de stress ou mudança. Com maior ou menor dificuldade, há que saber lidar com esta realidade, que dificilmente mudará pelo jogo de emoções em que se encontra envolvida.

Mas um setor onde as relações laborais estão devidamente reguladas, potencia o sentido de justiça e equidade, para além de gerar maior harmonia e competição saudável entre todos os players do mercado. É neste contexto que defendo há alguns anos que faz sentido existir um acordo coletivo para o setor veterinário, em que todas as partes interessadas sairiam beneficiadas.

Foquemo-nos nos CAMV. Um acordo coletivo de trabalho beneficia o setor no geral, uma vez que regula aspetos fundamentais da vida de um CAMV, tais como as relações laborais, condições remuneratórias, gestão da formação, gestão das férias e folgas, distribuição das categorias profissionais ou outras questões essenciais como a saúde laboral ou os procedimentos de solução extrajudicial dos conflitos laborais. Assim como seria muito útil para criar menor especulação em torno dos salários dos médicos veterinários, enfermeiros ou auxiliares veterinários.

O acordo coletivo é claramente uma solução para colocar um ponto final na precariedade e reiterados abusos laborais que se vão verificando de norte a sul do país. Outro ponto importante a ser estabelecido neste acordo coletivo seria a organização do trabalho e das funções por meio de um sistema de classificação profissional, evitando disparidades salariais na mesma categoria profissional e facilitando a gestão e planeamento económico-financeiro de um CAMV. Um gestor veterinário colocaria agora a seguinte questão: a pagar salários mais “altos”, como poderá o seu CAMV sobreviver? Na realidade, este novo paradigma obrigaria a que os CAMV desenvolvessem estratégias graduais de aumento de preços e de aumento de produtividade. Quase como uma ação “concertada”, nivelando por cima os atos médico-veterinários, que tanto merecem ser valorizados e dignificados. Seria uma medida claramente benéfica para o médio/longo prazo, para além de que é uma ferramenta para combater a concorrência desleal entre os CAMV e ainda as relações laborais discriminatórias.

O acordo coletivo de trabalho é um caminho natural para uma crescente profissionalização do setor veterinário, sendo que os seus líderes de opinião deveriam unir-se e iniciar desde já uma jornada de construção e desenvolvimento das premissas base deste acordo. Com a tendência crescente do setor, deparar-nos-emos futuramente com outros problemas a acrescer aos que temos atualmente, pelo que “mais vale prevenir do que remediar”, enquanto estamos a tempo.



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